Os prognósticos político, jurídico e policial acerca do futuro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão piorando e apontam para um desfecho desfavorável para o 01 do clã, chefiado pelo pai Jair Bolsonaro.
Enrolado até o pescoço com Daniel Vorcaro, dono Banco Master, conforme mostraram as revelações feitas pelo site The Intercept Brasil, elas já seriam suficientes para colocar o senador em maus lençóis.
O financiamento de R$ 134 milhões para produzir um filme destinado a maquiar a trajetória do pai, preso por chefiar a trama golpista, o arrastou para o escândalo do Master e acendeu o alerta.
A Polícia Federal (PF) investiga, por exemplo, se parte desse dinheiro foi usado para bancar despesas do irmão de Flávio, o ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos Estados Unidos.
Eduardo, como se sabe, abandonou o mandato em fevereiro de 2025 e se mudou para os EUA, de onde passou a conspirar contra o Brasil, sugerindo ao governo Trump, entre outras barbaridades, taxar empresas brasileiras e aplicar a Lei Magnitsky contra autoridades do pais.
Pária
Além de ter afundado a sua candidatura à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro está se tornando uma espécie de pária no meio político, já que ninguém quer ter seu nome associado a Vorcaro e à roubalheira bilionária levada a cabo pelos ex-banqueiro.
Como a PF tem outras linhas de investigação em curso, além daquela sobre o filme, certamente, deverão trazer à tona novas revelações em torno da relação suspeita entre a dupla (Vorcaro e Flávio).
Assim, a perspectiva é de que o senador, além de prestar contas aos seus eleitores e correligionários, muito em breve, passe a se explicar à polícia e à Justiça.
E, diante do histórico de sua família e de seus aliados políticos mais próximos, que fogem do país tão logo as investigações policiais ou a Justiça cheguem perto deles, cabe perguntar: não seria o caso da PF começar a monitorar Flavio Bolsonaro?


