Iza Lourença já havia sido ameaçada junto com outras parlamentares mulheres e LGBTQIA+

Vereadora de BH e sua filha de 3 anos sofrem 4 ameaças de morte num único dia

Bella Gonçalves, Iza Lourença (d) e outras 4 parlamentares têm sido alvo da violência política de gênero

A vereadora Iza Lourença (PSOL-BH) denunciou nesta segunda-feira (21) ter recebido quatro ameaças de morte num único dia, contra ela e sua filha de 3 anos. Além dela, outras quatro parlamentares mineiras com atuação no campo da esquerda (PSOL, PDT e PT), na Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa de Minas Geais (ALMG) e Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), também já haviam sido ameaçadas neste mês de agosto.

As ameaças têm sido feitas de maneira anônima, via e-mail, e vão desde “estupro corretivo” até morte. A mais recente, endereçada a Iza Lourença, contém os dados pessoais dela e de sua família. Indignada, ela foi até as suas redes sociais para denunciar o crime e exigir a prisão dos criminosos.

“É importante dizer que somos alvo da violência política de gênero, como tantas outras companheiras parlamentares e ativistas defensoras dos direitos humanos neste país. Os criminosos não deixam dúvidas que nossas vidas são ameaçadas por sermos quem somos e defendermos um projeto político coletivo de esquerda e democrático”, afirmou.

Segundo ela, “o discurso de ódio e as ameaças são o modus operandi desses grupos. Se organizam dentro das sombras da internet e tem atuação nacional. Faremos o acionamento ao Ministério Público e aos Ministérios da Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, Igualdade Racial. Queremos prisão dos responsáveis”.

Ameaças

Recentemente, ainda neste mês, outras mensagens foram enviadas à deputada estadual e presidente do PSOL-BH, Bella Gonçalves, às vereadoras Cida Falabella (PSOL-BH), à deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) e à própria Iza Lourença. Além delas, também a deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) já havia sido ameaçada da mesma forma em agosto do ano passado.

Nos textos que foram dirigidos a Bella Gonçalves, o autor anônimo afirma que, a sua atuação política no Legislativo não seria aceita “por ser lésbica”. “Seremos breves: você é lésbica e por isso sua presença na Câmara de Vereadores de nossa Belo Horizonte capital das Minas Gerais não será mais tolerada”, diz a mensagem, advertindo ainda para ela renunciar ao mandato e sair do estado.

Em menos de uma semana, no dia 14/8, Bella Gonçalves recebeu nova ameaça, dessa vez bem mais grave, com a promessa de cometerem violência sexual contra ela, como forma de “cura lésbica”.

Na quarta-feira passada (16/8) foi a vez das vereadoras Cida Falabella (PSOL-BH) e de Iza Lourença serem ameaçadas. Em comum, além de serem mulheres, todas elas têm o fato de atuarem no campo progressista da esquerda, com bandeiras políticas semelhantes.

“As mulheres de luta não têm um minuto de descanso. Em apenas uma semana, recebi duas ameaças: uma de morte e outra de “estupro corretivo”, semelhante à que receberam @Izalourenca e @FalabellaCida. São graves ameaças de um covarde anônimo, o que representa um verdadeiro ataque à democracia! Não nos calarão com ameaças. Jamais me curvarei diante da covardia de sujeitos medíocres que tremem de medo da nossa força. Sigo firme”, afirmou Bella Gonçalves em sua conta no X (antigo Twitter).

Também a vereadora Cida Falabella foi às redes sociais demonstrar sua indignação. “Infelizmente, esse episódio se soma a tantos outros de violência política contra parlamentares mulheres e LGBTI+. Lembramos que, em 2018, uma de nossas companheiras de partido, a vereadora Marielle Franco, foi vítima de um feminicídio político”, afirmou.

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