Justiça dá prazo até o dia 1º para que sejam solucionadas as graves irregularidades apontadas

Governo Zema reverte interdição do Ceresp e empurra crise com a barriga

Ministra Rosa Weber conversa com internos na cela. Foto: Euler Júnior/TJMG

O governo de Romeu Zema (Novo) tanto pressionou que conseguiu adiar a decisão judicial de interditar o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, em Belo Horizonte. Com isso, evitou o constrangimento de ter a principal porta de entrada do sistema prisional da capital, no foco do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que levaram a presidente das duas instituições, ministra Rosa Weber, até a capital mineira nessa quinta-feira (27), para lançar oficialmente o Mutirão Processual Penal em Minas Gerais.

Pouco dias antes da chegada de Rosa Weber a BH, o Ceresp foi interditado pela justiça, devido à superlotação e outras graves irregularidades constatadas pelo juiz Luiz Carlos Rezende e Santos. Segundo o magistrado, o Ceresp abrigava na oportunidade quase 700 detentos, mais do que o dobro da sua capacidade máxima, todos em situação degradante e com a maioria deles sendo forçada a dormir de pé, ou, uns sobre os outros, em celas úmidas e escuras.

Ainda segundo o relato de Santos, foram encontradas outras irregularidades, como a falta de higiene e a suspensão do banho de sol, por ausência de policiais para fazer a segurança do presídio.

Com a nova decisão, o governo Romeu Zema terá até o próximo dia 1º de agosto para arrumar a casa. Mas agora que passou a visita da ministra Rosa Weber que o tema presídio tende a sair da pauta, alguém apostaria que Zema será capaz de solucionar os graves problemas existentes no Ceresp? E em tão pouco tempo?

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