Outra barragem da Vale em Mariana é interditada; risco de rompimento é alto e ameaça 300 pessoas

Parece que a Vale não aprendeu nada com as tragédias de Mariana e Brumadinho

Instabilidade da barragem Mina de Fábrica Nova levou a ANM a determinar o seu fechamento. Foto: Reprodução

Oito anos após a tragédia humana e ambiental ocorrida em Mariana (MG), o pesadelo de ver uma outra barragem de minério de ferro se rompendo naquela região e causando um desastre semelhante, está de volta.

A estrutura da vez, que poderá estourar a qualquer momento, é a Mina de Fábrica Nova. Localizada no distrito de Santa Rita Durão, ela pertence à Vale S/A – uma das mineradoras responsáveis por dois dos maiores crimes ambientais da história do país – o de Mariana ocorrido em 2015 e o de Brumadinho, em 2019. Ambos em Minas Gerais.

Diante do perigo, a Agência Nacional de Mineração (ANM) determinou a interdição imediata da barragem e a retirada de 295 moradores do distrito. Segundo a agência, caso a estrutura se rompa, a lama de rejeito de minério poderá avançar rapidamente em direção a Santa Rita (a 150 quilômetros de Belo Horizonte), colocando em risco a vida dos seus habitantes.

Os técnicos da ANM mandaram interditar três Pilhas de Estéril, após a mineradora não comprovar a estabilidade das estruturas da mina, que estão localizadas acima de uma barragem de rejeitos.

Tragédia de Mariana

O rompimento da barragem de Fundão, no distrito de Bento Rodrigues, que causou a tragédia em 2015, pertence à própria Vale, da Samarco e da BHP Billiton. Ele deixou um rastro de destruição e mortes. Dezenove pessoas perderam a vida, o distrito foi totalmente devastado e diversas cidades mineiras e capixabas foram afetadas. Também o Rio Doce foi atingido pela lama tóxica e sofre até hoje com a poluição de suas águas, o assoreamento do seu leito e a mortandade de peixes.

Tragédia de Brumadinho

Quatro anos depois a tragédia se repetiria em Brumadinho. A barragem da Mina Córrego do Feijão, também pertencente à Vale, em Brumadinho, se rompeu, devido ao excesso de rejeito de minério de ferro, causando a morte de 272 pessoas e espalhando resíduos de minério pela bacia do Rio Paraopeba.


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