Ele comandou a Abin e só não falará se for para preservar a si próprio ou algum beneficiado pela espionagem ilegal

PF ouve general Heleno sobre arapongagem nesta 3ª. O que esperar do seu depoimento?

General Heleno flertou com o golpe e tem muito a dizer sobre o esquema sórdido que vigorou na Abin. Foto: Arquivo/Agência Brasil

O ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Jair Bolsonaro (PL), general Augusto Heleno, irá prestar depoimento na Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (6/2). A PF espera que ele esclareça o suposto esquema de espionagem ilegal que funcionou na Agência Brasileira de Investigação (Abin), na gestão de Alexandre Ramagem (2019-2022).

A Abin era subordinada ao GSI e, por isso, os agentes da PF querem saber de Heleno, se ele tinha conhecimento das ações praticadas por Ramagem e seus funcionários. Os investigadores querem ouvir, sobretudo, o que o militar tem a dizer a respeito da arapongagem (ou monitoramento paralelo) que foi implantado na agência. Um esquema clandestino destinado a vigiar atividades públicas e privadas de diversas personalidades e autoridades, como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), juízes, políticos, governadores, promotores, advogados, jornalistas etc.

A dúvida é se o sempre boquirroto general, que nunca escondeu a sua vocação golpista, dessa vez irá abrir a boca para dizer o que sabe sobre esse caso escabroso. Só manterá o silêncio se for para preservar a si próprio ou os amigos arapongas e os eventuais beneficiados desse “trabalho” sórdido e criminoso praticado a partir de um órgão do Estado brasileiro.

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