Maior tribunal do país é o primeiro a cumprir a resolução do CNJ

TJSP passa a adotar regra de paridade de gênero e promove juíza

Política de alternância de gênero no preenchimento de vagas para a 2ª instância do Judiciário vira realidade no TJSP. Foto: Gedeão Dias/ TJSP

Em decisão inédita no país, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) tornou-se a primeira Corte de Justiça do país, a promover uma magistrada ao cargo de desembargadora, seguindo as regras de paridade de gênero, estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A posse da nova desembargadora, Maria de Fátima dos Santos Gomes, ocorreu nesta quinta-feira (11/4). Ela foi promovida, pelo critério do merecimento, para ocupar vaga aberta por aposentadoria.

Entenda a nova regra

A política de alternância de gênero no preenchimento de vagas para a segunda instância do Judiciário foi aprovada em setembro de 2023.

A norma prevê que os tribunais do país utilizem a lista exclusiva para mulheres, alternadamente, com a lista mista tradicional, nas promoções pelo critério do merecimento.

Com a Resolução nº 525/202, o CNJ busca reparar uma falha na Justiça brasileira: a ausência sistemática de mulheres nos cargos mais altos.

Elas constituem cerca de 51% da população brasileira. Mas, atualmente, correspondem a 38% da magistratura, sendo 40% no 1º grau e apenas 21,2% no 2º grau.

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